A ADRAL Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo participa esta semana no centro de decisão comunitário, em Bruxelas, para integrar os debates da Semana Europeia das Regiões e dos Municípios (EWRC) dedicados à cooperação interregional e à resiliência territorial. A agência alentejana participa como oradora convidada na sessão promovida pelo projeto UCORD e pela Associação Europeia de Agências de Desenvolvimento (EURADA), sob o tema “Histórias de Resiliência Regional”.
No debate, realizado no Residence Palace, a ADRAL apresenta a experiência acumulada ao longo de quase três décadas no Alentejo, abordando como os territórios de baixa densidade populacional podem transformar condicionantes territoriais em capacidade de antecipação estratégica e atração de oportunidades. Sendo a maior região de Portugal em extensão territorial, mas caracterizada por uma reduzida densidade populacional, o Alentejo encontrou no modelo de governação mista da agência uma plataforma de interface entre os municípios, o tecido empresarial e o sistema científico.
A intervenção da agência destaca o papel da “inteligência precoce” e a importância de manter uma presença ativa junto dos órgãos europeus, onde a ADRAL assegura a representação institucional da região. Esta capacidade de acompanhar de perto as políticas comunitárias em fase inicial permite canalizar financiamentos estratégicos, apoiar a internacionalização das empresas e projetar os setores competitivos do Alentejo no exterior.
Outro dos pontos em análise é a eficácia das soluções descentralizadas de apoio ao desenvolvimento local. Através dos seus quatro polos sub-regionais e de redes de atendimento técnico direto nos concelhos, a ADRAL demonstra que a resiliência assenta na proximidade e no reforço da confiança entre os atores do terreno. No âmbito da solidariedade institucional com a Ucrânia, a agência tem vindo a intensificar o diálogo com congéneres ucranianas, designadamente as agências de Kyiv e Cherkasy, promovendo a troca de experiências em matéria de aceleração empresarial, captação de investimento e transição ecológica.
A participação alentejana em Bruxelas evidencia ainda a adaptação da economia regional às prioridades europeias emergentes, com destaque para a integração do eixo da defesa e das tecnologias de duplo uso — como sistemas autónomos e cibersegurança — na estratégia regional de especialização inteligente. A abordagem visa mapear a capacidade instalada nas empresas locais e orientar o tecido produtivo regional para a participação em cadeias de valor europeias de elevado valor acrescentado.



